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quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Do outro lado do Morro
novembro 27, 20190 Comments


Cinco e meia da manhã, ainda está de noite, e mais uma vez Sérgio Moura levanta para
enfrentar a dura realidade dos cineastas brasileiros, na mochila das costas: sua
marmita, guarda chuva e muita vontade de construir. Nas mãos, sua melhor amiga,
a câmera. Assim! Trajado para começar mais uma de suas batalhas diárias, ele sai de casa
e vai buscar inspirações ao ar livre. O destino de hoje se chama, Capão Redondo, comunidade
pertencente ao estado de São Paulo.
De início, o primeiro obstáculo, na verdade obstáculo somente pra Sérgio, visto que o
empurra-empurra e os metrôs lotados se tornaram comum para os moradores da região. Suado
mesmo fazendo 15ºC nesta manhã, ele chega à periferia e de cara já se impressiona com a
primeira arte: Clique. Imagem que abastece-o e faz com que animado comece a subir o morro.
Ao passar pela Arena Pq. Fernanda, nota que tem um movimento no campo, se aproxima
e percebe que está rolando o treino de futebol da escolinha do bairro. Ao conversar com o
professor Wellington Santos, é informado de que o intuito desta atividade além de dar lazer
e diversão aos jovens, é também procurar afasta-los do mundo das drogas e crime. Porém é
um projeto conciliado com os ensinos de educação, onde os jogadores só participam dos
campeonatos caso tenham boas notas no colégio. Após algumas fotos e vídeos, ele segue
explorando o distrito.
Depois de mais alguns quilômetros traçados, se depara com uma grande construção, a famosa
Fábrica de Cultura. Com teatros, aulas de músicas, capoeira, circo, dança, hip-hop, arte urbana, arte
visual. Moura se impressiona com a diversidade nas opções que o projeto oferece aos seus
moradores. Ganha a autorização para filmar algumas aulas e assim faz. Com o conteúdo
recolhido, ele se despede e segue.
Perdido por não conhecer bem as ruas do Capão, ele acaba chegando na Vila Fundão, zona
conhecida por seus tráficos e assaltos. Com um misto de medo e ansiedade, ele sente um clima
mais pesado e começa a gravar cada um de seus passos. Até que um indivíduo, armado, o aborda
querendo saber o que ele estava fazendo pela "quebrada". Moura nervoso, mas com segurança
nas palavras, explica ao homem seu projeto e tudo que pretende fazer com suas imagens. Com
bastante esforço e persistência, consegue ser liberado.
Feliz e animado com tudo que recolheu, Sérgio vai da comunidade direto para casa, onde lá
empolgado, entra em contato com um dos responsáveis da produtora Zazen. Explicando sua
ideia e mostrando todo conteúdo pego na favela, pedi uma oportunidade de mostrar toda aquela
realidade em um filme. Até que é questionado "Quem quer ver esse lado do Brasil?" "Quem
vai pagar por isso?" "Quer que eu jogue meu dinheiro no lixo? Ou melhor, quer que eu jogue
meu dinheiro numa periferia?" e se encerra a chamada.

Chateado, porém não derrotado, Moura passa os próximos dias ele mesmo editando e
montando seu filme/documentário, a espera de uma oportunidade, assim como à realidade
de diversos outros brasileiros, com seus filmes ai parado.
HORA DA POSTAGEM:
Mostrando à censura em sala de aula
novembro 27, 20190 Comments




Agência Ellus
“A censura no cinema brasileiro”, este foi o seminário feito em sala de aula na
UNINOVE, em 18 de novembro. Um tema que está vindo à tona, principalmente
depois do cancelamento da estreia do filme “Marighella”, mas o que é censura? É
a forma de suprimir a opinião de alguém, um exemplo são textos criados para
filmes, que são gravados, mas no final devem ser cortados. Essa prática aconteceu
principalmente na época da Ditadura Militar, mas um filme que chama bastante
atenção por ter sido censura é “Rio, 40 graus” de 1955, foi censurado porque, segundo
os militares, é uma produção mentirosa, já que o Rio de Janeiro, na época, fazia no
máximo 39º graus, difícil entender.
Um seminário feito por 5 estudantes, que teve uma duração de quase 30 minutos,
com um começo explicando o que é censura, em seguida foi abordado sobre cinema ao
ar-livre, que na época da Ditatura Militar, era muito difícil de acontecer, quando
acontecia, havia muitos militares com cacetetes para reprimir o público. Outro assunto foi
sobre a censura do filme “Marighella”, já citado, mostrando a data em que seria estreado e
o cartaz, e já teve sua estreia em outros países, e sobre o comunicado da Rede Globo, que
fará uma minissérie de 4 capítulos. Durante isso, não se teve nenhuma manifestação dos
alunos presentes.
Logo em seguida seria apresentado 2 vídeos, um de 3 minutos e outro de 1 minuto, porém, ocorreu
um erro com a reprodução, logo em seguida estes dois vídeos foram enviados para sala e
à professora responsável pelo seminário. Explicando o que acontece no segundo
vídeo, sobre a Globo anunciar um beijo entre duas mulheres, a emissora cortou a
cena, deixando apenas as duas encostando o rosto, em seguida se escuta: “Censura né!”.
Depois disso, grupo fez duas interações com o público, a primeira foi com o
Kahoot!, que teve como prêmio, um par de ingressos para assistir “Star Wars”. Uma
das perguntas ninguém conseguiu acertar, que foi sobre, porque o filme “Marighella” foi
censurado, depois de revelado a resposta certa, todos ficaram com uma cara
de “como assim?”. Após isso, foi a hora em que foi usado o VR, óculos de realidade
virtual, foi chamado uma aluna, à Geovana Guedes, para usar o óculos, foi colocado
um vídeo 360º, que era dentro de uma sala de cinema, com reações muito engraçadas
da sala, risadas altas, por conta das reações da Guedes.

Apesar do começo da apresentação não ter tanto a participação do público e o erro
dos vídeos, o grupo ficou satisfeito, porque conseguimos passar a mensagem sobre à
censura, mostrar a indignação do público, e ficou perceptivo nos rostos de todos, a
mesma indignação.
HORA DA POSTAGEM:

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Vamos falar sobre o financiamento do cinema nacional?
novembro 25, 20190 Comments


Por: Davi Castro
“Vamos buscar a extinção da Ancine. Não tem nada que o
poder público tenha que se meter em fazer filme. Que tenha
uma empresa privada, sem problema nenhum. Mas o estado
vai deixar de patrocinar isso daí”. A frase acima foi dita pelo
presidente da república Jair Bolsonaro no dia 25 de Julho,
assustando o meio cinematográfico brasileiro.
A Agência Nacional do Cinema (Ancine), é uma autarquia federal
criada em 2001 no Governo FHC, que veio com o intuito de
fiscalizar e regular a produção de cinema e audiovisual no
Brasil. Cineastas e produtores reagiram negativamente à declaração
do presidente, deixando claro que tal medida destruiria esse setor. No dia
2 de Agosto, em um tom mais calmo, disse que poderia recuar do
anúncio. “Tem a questão do audiovisual que emprega muita gente, então
temos que ver por esse lado”, afirmou.
Em 2018, foram lançadas mais de cento e oitenta produções brasileiras,
o maior número desde a chamada "retomada" na década de 1990, resultando
em aproximadamente vinte e cinco milhões de espectadores aos cinemas. O Brasil
marcou presença nos principais festivais do mundo desde o início de 2019,
conquistando diversos prêmios, sendo um deles dado à Karim Aïnouz em Cannes
pela sua produção A Vida Invisível de Eurídice Gusmão.
Para entender como funciona o sofrimento e as dificuldades que é manter o
padrão da produção cinematográfica no Brasil, explicaremos as etapas desse processo.
Como começar um filme?
Para financiar um filme, é necessário que essa idéia tenha em um projeto muito bem
definido, com estimativas de custos, mão de obra e etc. “Muitas vezes leva dois ou três
anos até o projeto ficar maduro o suficiente para ir atrás de incentivo”, diz o produtor
Antônio Júnior, que desde 2007 comanda a Grafo Audiovisual, produtora paranaense
responsável por mais de vinte curtas e longas-metragens, entre eles o premiados Para
Minha Amada Morta, de Aly Muritiba. De acordo com ele, é feita uma avaliação criteriosa
da viabilidade de cada projeto, o que inclui não apenas uma boa premissa, mas também
custos e qualificação dos profissionais envolvidos.
Origem dos recursos
Caso o produtor tenha dinheiro ou contato com algum mecenas que aceita pagar pela
produção, está por cima da carne seca, porém, é raridade isso acontecer, portanto, poder
público oferece alguns caminhos. Hoje, o principal deles é o Fundo Setorial do
Audiovisual (FSA), criado em 2007 para manter a produção cinematográfica e
audiovisual do país. Segundo a Ancine, em 2018, o FSA arrecadou cerca de R$ 870 milhões.
“Com o aumento no volume de recursos, o FSA tornou-se hoje o maior mecanismo de
incentivo ao audiovisual brasileiro, realizando investimentos em todos os elos da
cadeia produtiva do setor”, destacou a agência em seu site.
Estados e municípios também disponibilizam recursos para os realizadores. No
Paraná, o edital realizado em 2018 financiou R$ 10 milhões em filmes e
desenvolvimento de projetos. Dessa quantia, R$ 8 milhões vêm do Fundo
Setorial e R$ 2 milhões do orçamento do estado. Aproximadamente trezentos
e quinze projetos foram inscritos até o mês de Julho, 150% a mais que no edital
anterior, de 2017. O último, lançado no início desse ano, destinou R$ 600 mil
para dezenove projetos do setor. Municípios como Londrina e Maringá já contam
com editais realizados em parceria com o Fundo Setorial. Há ainda a opção de
fundos internacionais, disponibilizados por outros países.
As leis de incentivo
A Lei do Audiovisual (8.685/93), assim como a Lei Rouanet (8.313/91), são
mecanismos de apoio indireto a projetos da área. Não se trata do repasse
direto de recursos públicos, mas da autorização para que o realizador capte
a verba junto a empresas e pessoas físicas. Ao investir no projeto, a pessoa
ou empresa tem esse valor abatido dos impostos devidos. Segundo a Ancine,
em 2018 foram captados aproximadamente R$ 380 milhões através das leis
de incentivo ao audiovisual.
Após a finalização do filme
Anos atrás, parte dos filmes nacionais foram restritos apenas a festivais, pois
a distribuição não era incluída nos projetos de financiamento. Hoje, os recursos
do Fundo Setorial possibilitam a distribuição, garantindo assim a exibição nos
cinemas depois da finalização do filme.
Como forma de manter espaço às produções nacionais, a cota de tela, mecanismo
existente desde a década de 1930, resguarda a reserva de mercado à produção nacional.
Conforme o número de salas, os complexos de cinema são forçados a exibir uma quantidade
específica de filmes nacionais ao longo do ano, sob pena de multa.
Retorno para o país
Segundo a Ancine, os filmes brasileiros lucraram mais de R$ 290 milhões em bilheteria.
No fim de Julho, após as declarações de Bolsonaro, a Associação dos Servidores da
Ancine divulgou uma carta sustentando que a indústria cinematográfica gera trezentos e
cinquenta mil empregos diretos e indiretos, com um impacto de R$ 19,8 bilhões na
economia, equivalente a 0,57% do PIB nacional. Além disso, os impostos gerados pelo setor
somam R$ 2,1 bilhões, comparável a setores como turismo e esportes. Calcula-se que, a
cada R$ 1 investido no audiovisual, R$ 2,60 retornam em impostos.

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“É esta a história que não querem que seja conhecida”
novembro 25, 20190 Comments


Por: Luiz Eduardo

Mario Magalhães, autor do livro biográfico de Marighella, critica a censura do atual governo, sobre o novo filme do militante Carlos Marighella.
Em setembro de 2019, o filme Marighella, teve sua estreia cancelada por seus produtores, onde era esperado o lançamento no dia da consciência negra, também marcando os 50 anos da morte de Carlos Marighella. Sua produtora, O2, emitiu uma nota oficial, dizendo que não conseguiu concluir “todos os trâmites”, porém, para a parlamentar, Margarida Salomão, “O ‘não concluir todos os trâmites’ deve ser compreendido como perseguição do governo Bolsonaro”.
O filme, que, estreia a direção de Wagner Moura, também conta com Seu Jorge estrelando o papel principal, segue fazendo sucesso em diversos festivais de cinema ao redor do mundo, porém, o maior objetivo, sempre foi a estreia no Brasil.
O cancelamento da estreia do filme, também foi um movimento de Jair Bolsonaro, para aumentar seu controle sobre a Ancine (Agência Nacional do Cinema), onde o mesmo critica veemente, produções culturais que desagradam o governo ultraconservador, cogitando extinguir a agência, caso não criassem um “filtro de conteúdo”.
 “Não há nada de errado na deliberação da Ancine, mas acredito que, se o ambiente político fosse outro, a decisão da agência talvez tivesse sido outra”, disse o diretor do filme, Wagner Moura.
Uma nova oportunidade surge...
Cancelado no cinema nacional em 2019, Marighella chegará nas telas da TV Globo como minissérie em 2020, contendo 4 episódios e com data de estreia marcada para o dia da consciência negra, 20 de novembro.
Essa nova decisão causou bastante polêmica, e com muitos questionamentos sobre cortes de cena, Mario Magalhães afirma em seu Twitter. "A série (o filme dividido em quatro episódios) só será vista na TV depois de "Marighella" ser exibido nos cinemas. Repito: depois. Abração!".
Segunda o produtor, Johnny Caldeira: "Eu como governo, posso dizer que não existe censura, porém, quando corto verbas, corto todos os tipos de financiamentos, estou praticando censura, e é o que está acontecendo no atual governo sobre o filme Marighella"
Procurada pelo jornal Correio, a Comunicação da Globo disse que "não tem essa confirmação da série". O filme Marighella tem previsão de lançamento nos cinemas em 2020. Já a assessoria de comunicação do filme Marighella confirmou a informação e disse que a série será lançada "após o lançamento do filme nos cinemas". Marighella foi exibido em diversos festivais de cinema no exterior, inclusive o Festival de Berlim, onde foi muito aplaudido, e também contou com nomes como Adriana Esteves e Humberto Carrão.

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quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Aproveite seu tempo livre!
novembro 20, 20190 Comments


De bobeira no fim de semana? Não sabe oque fazer? Temos algumas dicas para suas atividades. 

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Vem ver !
novembro 20, 20190 Comments


Temos fotos de locais onde a cultura do cinema lhe dará a visão de novos locais. 
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